Aumentam cirurgias de implantação de marcapasso em STP, mas a “lista de espera é grande”

Já foram realizadas em São Tomé e Príncipe três cirurgias de implantação de pacemaker (marcapasso, em português), sendo que “a lista de espera é grande”, mas “a ideia é continuar a fazer” mais. A declaração foi feita pela única médica cardiologista são-tomense, Miriam Casandra, durante uma entrevista exclusiva concedida à “Zunta Cloçon”.

Depois de ser realizada pela primeira vez no território nacional uma cirurgia de implantação de marcapasso numa paciente no Hospital Central Dr. Ayres de Menezes, no dia 13 de julho, os números de beneficiários aumentaram. Com o apoio da missão médica chinesa, no momento, três pacientes já conseguiram dar resposta à doença do coração.

“Neste momento já fizemos [a implantação de marcapasso] em três pacientes… Ainda temos muitos doentes. A lista de espera é grande. A ideia é continuar a fazer [mais] ”, afirmou a única médica cardiologista do país, Miriam Cassandra, acrescentando que “os doentes, depois da colocação [de marcapaso], ficaram bem”.

Anteriormente, os pacientes eram levados à Portugal de modo a fazerem o implante de marcapasso. O processo era lento, o que colocava em risco a vida de alguns pacientes.

“Os doentes tinham uma lista de espera de seis meses, até um ano… Trata -se de uma doença que pode levar a morte súbita cardíaca. Tenho doentes que têm desmaios frequentes, então afecta muito o dia-a-dia deles”, adiantou.

São Tomé e Príncipe apresenta várias fragilidades neste campo da medicina. Além do país ter apenas uma especialista em cardiologia, a falta equipamentos adequados também é outro dos constragimentos.  Sem a ajuda dos médicos chineses, não seria possível a realização das cirurgias feitas até ao momento.

“Foi um desafio grande. Nós não temos cá todos os aparelhos necessários para esta implantação… A colocação foi feita porque a missão chinesa colocou a nossa disposição os aparelhos, que são os pacemakers. São aparelhos que têm que ser importados, têm alguns custos”, clarificou a jovem médica.

A lista de pacientes que precisam desta cirurgia continua sendo enorme. No entanto, a cardiologista são-tomense disse que “para continuar esse projecto, temos que continuar a ter mais aparelhos, e se nos derem mais aparelhos, com a equipa chinesa, nós vamos continuar a trabalhar em conjunto em implantar [o marcapasso]

Pacemaker ou Marcapasso cardíaco é um pequeno aparelho colocado cirurgicamente junto ao coração, para ajudar a monitorar e controlar o ritmo dos batimentos cardíacos nos casos de arritmias e não só. Através deste dispositivo, é possível evitar que o coração tenha dificuldade para bombear sangue para o corpo, o que causa sintomas como cansaço excessivo ou dificuldade para respirar, que podem colocar a vida em risco.

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