Dia Internacional da Criança Africana: Praça Yon Gato acolhe o ato central da comemoração da data

Assinala-se hoje, 16 de junho, o Dia Internacional da Criança Africana. Comemorado 15 dias depois do Dia Mundial da Criança, o Dia Internacional da Criança Africana chama a atenção para a realidade de milhares de crianças africanas que todos os dias são vítimas de violência, exploração e abuso.

Todos os anos este dia merece a atenção da UNICEF e de outras organizações mundiais que organizam eventos variados, tendo em vista a defesa dos direitos da criança em África e no mundo.

E em São Tomé a Praça Yon Gato foi o palco escolhido para acolher a atividade central da comemoração da data, que culminou com a feira educativa “Brincando se Aprende” cujo o Lema é: A Importância da Pré Escolarização, Educação Parental e Crianças com Deficiência promovida pelo Ministério da Educação e Ensino Superior.

A cerimónia de abertura da comemoração foi presidida pelo Primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus que avançou que tem que se investir nas crianças para que as mesmas possam crescer saudáveis.

“Estamos aqui nesta feira educativa, os pais e encarregados de educação, que estamos todos a trabalhar de mãos dadas a favor das crianças, nós temos que investir nessas crianças para que elas possam crescer saudáveis do ponto de vista físico, cognitivo e moral”, disse Jorge Bom Jesus.

O chefe do governo são-tomense pediu a colaboração de todos no ensino das crianças na pré-escolar.

“Vamos continuar a fazer de tudo mas queremos contar com todos, sobretudo as famílias e que toda gente possa inscrever as crianças na pré-escolar, porque pré-escolar não é para guardar criança, é educação precoce, educação de berço, portanto quem não investir nas crianças muito cedo, vai ter que pagar mais tarde colocando adultos na prisão”, precisou Primeiro-ministro.

Recorde-se, que o Dia da Criança Africana comemora a marcha de 1976 em Soweto, África do Sul, quando milhares de crianças e adolescentes em idade escolar, manifestaram-se nas ruas para protestar contra a má qualidade da educação dos negros sob o regime do apartheid. Os jovens também exigiam que lhes fosse permitido estudar as suas línguas nativas. O regime ordenou disparos sobre os manifestantes, massacrando centenas de jovens.

Para honrar sua memória, desde 1991 que esta data é assinala no dia 16 de junho, tanto pela Organização de Unidade Africana (OUA) como pelas Nações Unidas (NU), pretendendo desta forma chamar a atenção para as condições de vida das crianças e dos jovens do continente.

 

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