Duas horas misteriosas na Polícia Judiciária

Morreu ontem (26.03) nas instalações da Polícia Judiciária o jovem foragido, há mais de um mês,  que agrediu brutalmente a sua companheira com machim, no mês de fevereiro, na zona de Água Arroz. Tudo aconteceu duas horas depois do mesmo ser transferido do Serviço Prisional  e de Reinserção Social à Polícia Judiciária.

Nelson Rita era o mais procurado pela polícia nos últimos tempos. O mesmo acabou por se entregar anteontem (25.03) a noite, confessando ser o autor do crime. Dormiu na cadeia no mesmo dia. Ontem, às 10 horas, o indivíduo foi entregue à Polícia Judiciária a fim de tratar de alguns procedimentos para, depois, ser encaminhado ao Ministério Público. “Ladi” morreu duas horas depois. Até ao momento não se sabe ao certo a causa da morte.

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“Por volta das 11h45, o jovem Ladi começou a manifestar mal-estar físico, tendo sido imediatamente conduzido pela equipa da PJ à urgência do Hospital Central… minutos depois tomou-se conhecimento que o infractor Ladi acabara por falecer”, afirmou director adjunto da Polícia Judiciária, Avelino Espirito Santo.

Já o director dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social, Lázaro Afonso lamenta a morte deste criminoso, e garante que a sua instituição não tem nada a ver com a causa da morte do mesmo.

“Eu pessoalmente, mais a diretora da Direção Social, nós levamos o indivíduo sem nenhuma rasura, sem nenhuma mácula no seu corpo à Polícia Judiciária… Eu digo que essa atitude para mim é condenável. Nós entregamos o homem com vida, e nós gostaríamos, a nível da prisão, recebê-lo com vida”, protestou..

O director adjunto da Polícia Judiciária disse ainda que a sua instituição, em consonância com a Procuradoria Geral da República, abrirá um inquérito disciplinar e criminal “a fim de apurar-se a veracidade de circunstâncias que causaram a morte do cidadão, enfatizando que após a conclusão do inquérito e apurar-se responsabilidade, os infractores serão responsabilizados”.

A população não gostou da notícia. Aglomeraram-se na tarde de ontem em frente da Polícia Judiciária em jeito de manifestação.

 

 

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