“É preciso conhecermos a nossa história”, diz Albertino Bragança

Na última quarta-feira, 24 de Fevereiro, o Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, recebeu um grupo de professores universitários de História bem como os membros da União dos Escritores e Artistas São-tomenses (UNEAS), no qual os mesmos manifestaram-se preocupados com o vazio da história e cultura do país.

São Tomé e Príncipe se tornou independente já há 46 anos atrás. Ainda assim, muitos desconhecem a verdadeira história do país. Segundo Albertino Bragança, presidente União dos Escritores e Artistas São-tomenses (UNEAS), STP ainda não tem uma história escrita pelos filhos das ilhas.

“Nós somos o único Estado no grupo dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] que não tem a sua história escrita pelos naturais”, afirmou.

Albertino Bragança, que também é escritor,  entende que os aspectos culturais são a base da Nação. Por isso, deseja que o Estado participe neste projecto, que visa a divulgação da história de São Tomé e Príncipe.

“Nós temos um Estado quase sem Nação; porque os aspectos culturais, que são a base da Nação, são completamente deixados à Deus dará. É preciso conhecermos a nossa história. Quem somos nós? Como é que surgimos?”, questionou.

A história e cultura de São Tomé e Príncipe é um tema que deveria merecer a atenção das autoridades nacionais.

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