Jornalistas angolanos já têm carteira profissional

Pela primeira vez, 45 anos depois da independência, os jornalistas angolanos dispõem do documento que habilita o exercício da sua profissão. A Comissão de Carteira e Ética iniciou a distribuição das carteiras profissionais aos jornalistas  em Fevereiro do corrente ano.

Com este documento, os jornalistas que exerciam em simultâneo as funções de publicitários e assessores em empresas e organizações partidárias devem escolher entre o jornalismo e outras atividades incompatíveis com a profissão.

Em declarações à DW África, a presidente da Comissão de Carteira e Ética (CCE), Luísa Rogério, explica que, ao contrário dos anos anteriores, agora é a própria classe que define quem deve ser jornalista, porque anteriormente a lei angolana não definia nada sobre esta questão. Os jornalistas eram identificados de acordo com os passes das empresas em que estivessem vinculados.

Muita coisa mudou no jornalismo angolano com a atribuição de carteiras aos jornalistas.

O jornalista Agostinho Rodrigues diz que “a partir de agora os profissionais da Comunicação Social vão cumprir a conduta do jornalista, que vai permitir que se acabe com aquela anarquia em que elementos que não são propriamente jornalistas de exercerem a profissão, atropelando determinadas normas”.

Para o jornalista Fernando Calueto, que teve acesso ao documento numa cerimónia que decorreu em Luanda, na terça-feira (06.07), anteriormente “a classe não era respeitada” e “qualquer pessoa se intitulava jornalista”.

“Com a carteira que está atribuída aos jornalistas, isso acabou e é uma grande vantagem para a classe”, afirmou Fernando Calueto.

De acordo com a Lei angolana sobre o Estatuto dos Jornalistas, para exercer o jornalismo, o profissional deve cumprir com os seguintes critérios: ter uma licenciatura em Comunicação Social ou Jornalismo ou ter mais de cinco anos de profissão.

Também devem inscrever-se na Comissão de Carteira Ética  para a obtenção da carteira profissional todo jornalista estrangeiro que exerce as funções em Angola.  O acesso ao documento custa 25 mil Kwanzas, o equivalente a 32,95 euros.

Fonte: DW África

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