“Eu não canto por dinheiro, canto por paixão e amor a música”

São palavras do jovem cantor são-tomense Derikson dos Santos, artisticamente conhecido como “Filho do Pó”. Durante a entrevista, o músico explica a origem do seu nome artístico, bem como os obstáculos que marcaram a sua caminhada até ao momento. “Estar na lista dos melhores rapers são-tomenses”, é o seu grande sonho.

O músico Derikson dos Santos, mais conhecido como “Filho de pó”, de 23 anos de idade, começou a sua carreira como cantor quando tinha 20 anos. Na altura, publicou a sua primeira música, intitulada “Tchilo na Quebrada”.

A inspiração começou quando eu ouvia “Força Suprema” pela primeira vez, a música intitulada “Get Down”. Depois que eu escutei essa música eu fui cantando e eu descobri essa paixão pelo rapper”, lembrou o músico, que é fã do grupo musical angolano Força Suprema.

Filho do Pó salientou durante a entrevista que canta por paixão, e não por dinheiro. A música está dentro si, é o seu alicerce.

“Eu não canto por dinheiro, canto por paixão, amor a música. A música me traz paz, sinto-me bem”, revelou.

O músico, visivelmente emocionado, lembrou que no início da sua história tinha muitos obstáculos. Algumas pessoas diziam-lhe que iria “ficar louco”. “Eu cantava alto demais porque [a música] é algo que está dentro de mim”, afirmou.

Actualmente, Filho do Pó tem sete faixas musicais disponibilizadas na Internet (YouTube).

Além de cantar rap, o mesmo canta outros estilos musicais. Canto rap, kizomba, funk… Eu sou versátil”, disse.

Origem do nome artístico “Filho do Pó”

O nome artístico “Filho do Pó” surgiu num contexto triste para Derikson dos Santos. Foi quando o jovem perdeu a sua mãe, em 2018, altura que tinha 20 anos de idade e passou a viver sozinho.

“Eu comecei a cantar depois que a minha mãe faleceu. Há uma passagem na bíblia que diz: Do pó viemos e do pó voltaremos. Eu decidi ficar mesmo como Filho do Pó”, justificou para depois acrescentar que o nome também está relacionado com o facto do mesmo viver no Bairro de Hospital, local que, em épocas de gravana, há muito pó.

 

“Eu nunca vou parar de escrever, eu nunca vou parar de cantar”

O artista considera que a música são-tomense está evoluindo em grande medida. No entanto, afirma que o maior constrangimento continua sendo a não valorização dos músicos, bem como a falta de patrocínio.

“Os artistas são-tomenses não têm apoio. Há muitos talentos por aí escondidos. Eu para estar a cantar, não esperei de ninguém. Nós, são-tomenses, não sabemos valorizar o que é nosso”, disse.

Um dos constrangimentos que muitos músicos são-tomenses se deparam é precisamente a falta de meios financeiros para a gravação de vídeos e não só. Mas quando se trata de realização pessoal não pode existir barreiras.

“Trabalhos em carteira, eu tenho bastante. No momento eu dei uma pausa porque não há meios financeiros. Eu nunca vou parar de escrever, eu nunca vou parar de cantar”, rematou.

Filho do Pó não só tem um sonho, como também um objetivo.

O meu maior sonho é estar no topo da lista dos melhores rappers são-tomenses”, disse para depois acrescentar que o seu grande objetivo “neste momento é ganhar o Artista Revelação do “STP Music Awords”.

Actualmente, “Filho do Pó” é estagiário na empresa de produção audiovisual “Contador Produções Lda”, local onde desempenha a função de produtor e cameraman. No entanto, a música continua sendo a sua paixão “até morrer”.

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