Ordem dos Médicos reage a problemática de exames de violação sexual

O bastonário da Ordem dos Médicos, Eduardo Neto, fez um esclarecimento ontem, 18 de Março, sobre a alegada recusa dos médicos em fazer os exames que confirma que uma menor de cinco anos foi abusada sexualmente pelo seu padrasto. Segundo Eduardo Neto “Os médicos de STP não estão contra a realização de exame legal”.

Esta é uma notícia que deixou muitos são-tomenses indignados. Já houve até duas manifestações. Os são-tomenses clamam por justiça. O Bastonário da Ordem dos Médicos de STP, Eduardo Neto, decidiu mostrar a outra face desta mesma moeda.

“É só para dizer que nunca o médico rejeitara em fazer exame. Os médicos de STP sempre fizeram exame de abuso sexual de menores, senão não haveria julgamento no tribunal”, afirmou.

Segundo Eduardo Neto o hospital Ayres de Menezes não tem nenhum registo desse caso em concreto. “Dos nossos registos nós não conhecemos o nome da criança… Dos colegas que estava de piquete, tanto no banco de urgência como na maternidade, todos desconhecem o caso. Eu não sei como esse caso foi tratado”, acrescentou.

Neto disse ainda que o país precisa de especialista na área de medicina legal, citando dias em que houve apenas um profissional a fazer o turno “24 sobre 24 horas”. Reclamou também da falta de um gabinete de abuso sexual de menores no país.

“Nós temos que criar especialistas, temos que criar gabinete de atendimento… Acho que é hora do Ministério da Justiça ter o seu quadro próprio, quando aparecer esses casos para não dizer que demorou demais”, aconselhou.

O certo é que até a data, o abusador daquela menor de cinco anos de idade se encontra em liberdade.

 

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