Organização de jovens são-tomenses questiona processo que impede milhares de votar

O presidente da Rede Pan-Africana da Juventude questionou a imparcialidade e transparência do processo eleitoral em São Tomé e Príncipe, após a falta de atualização do recenseamento eleitoral, que terá impedido cerca de oito mil jovens de votar.

“Olhamos com bastante preocupação, porque se trata de um número bastante significativo de jovens que deveriam exercer o seu direito de voto, um direito consagrado na Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe”, disse Romilson Silveira.

Segundo os cálculos da organização, cerca de oito mil jovens que completaram 18 anos desde a última atualização dos cadernos eleitorais ficam impedidos de votar nas eleições legislativas, autárquicas e regional do próximo domingo.

“É um número bastante significativo. Ainda que fosse um jovem. É um direito constitucional”, lamentou.

A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) anunciou no mês de junho que não iria realizar um recenseamento eleitoral antes das eleições, por considerar que não havia tempo para todos os procedimentos dentro dos prazos legais.

O responsável da organização de defesa dos jovens lamentou esta posição.

“É preocupante quando o órgão com a responsabilidade da Comissão Eleitoral, que organiza todo o processo eleitoral até ao escrutínio final, tenha este tipo de declarações públicas, sobretudo num país em que 65% da população é jovem. Aqui coloca-se a questão da imparcialidade e da transparência do próprio processo”, disse Romilson Silveira.

São Tomé e Príncipe, destacou Romilson Silveira, tem muitos jovens “cheios de energia que querem contribuir para o desenvolvimento do país”.

Fonte: Lusa

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