População são-tomense está insatisfeita com o número elevado de Candidatos às Eleições Presidenciais

Muitos cidadãos são-tomenses estão indignados com o número elevado de candidatos que concorrem às eleições presidenciais de 18 de Julho, tendo afirmado que o país é pequeno para haver tantos candidatos.

Nunca houve algo semelhante na história de São Tomé e Príncipe. No país que tem apenas 200 mil habitantes, concorre às eleições presidenciais de julho próximo 19 candidatos. A população são-tomense não gostou da notícia. Por isso, a “Zunta Cloçon” decidiu dar voz à população.

“É negativo, é negativo. Como é que um país pequeno pode ter todos esses candidatos…”, começou a reclamar o cidadão Waxiló.

Juvelino, mais conhecido por primo, um sexagenário que conhece um pouco sobre a história de STP, também revelou a sua indignação.

“Há outro país que tem condições, com dois ou três candidatos. São Tomé e Príncipe com 19 candidatos é muito. Para fazer o quê? Nós estamos aqui já há 40 e tal anos de independência, mas não se vê nada que São Tomé produziu”, lamentou.

Segundo a Constituição da República de São Tomé e Príncipe, no seu artigo 78º (ponto 2) para ser candidato às eleições presidenciais no arquipélago, basta ser “cidadão são-tomense de origem, filho de pai ou mãe são-tomense, maior de 35 anos, que não possua outra nacionalidade e que nos três anos imediatamente anteriores à data da candidatura tenha residência permanente no território nacional”.

O cidadão José Maria Menezes entende que a Constituição da República é pobre neste aspecto, e sugere um novo referendo que reforce os requisitos para ser Presidente da República em STP.

“A ideia que se tem é que o país é democrático e a democracia é mesmo assim, mas é preciso nós pensarmos que tipo de democracia nós queremos para África e para STP. Eu acho que é preciso nós termos uma constituição um pouco mais pesada nesta matéria, porque sabe, todo mundo quer ir ao poder, fazer o quê não se sabe”, afirmou José Menezes acrescentando que “muitas vezes quando as pessoas querem assumir esses cargos, é para aproveitarem da situação enquanto poder para fazer outras coisas”.

Por sua vez, Amélia Dênde reclama a falta de união e consenso entre os candidatos.

“Se houvesse união, consenso, amor à pátria, em termos de trabalharmos juntos em prol do povo e do país, apenas três, quatro ou dois candidatos seria bom para concorrer à essa eleição. Isto está a parecer uma brincadeira para mim”, exprimiu.

Dos 19 candidatos, seis são da família do MLSTP. Do lado do partido ADI, na oposição, também registam-se dois candidatos, nomeadamente, Carlos Stock, ex-ministro da Defesa Nacional e Carlos Vila Nova, ex-ministro das Obras Públicas. O partido Verde, também apresenta duas figuras nestas eleições: Elsa Garrido e Miques João.

Concorre às eleições 19 são-tomenses, mas só um candidato vai ocupar o Palácio Presidencial. Tudo agora está nas mãos dos mais de 123 mil eleitores são-tomenses, que terá a responsabilidade de eleger o próximo Presidente da República no dia 18 de julho próximo.

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