Primeira perfuração de petróleo em STP marcada para março de 2022

São Tomé e Principe terá a primeira perfuração de petróleo na Zona Económica Exclusiva (ZEE,) no primeiro trimestre de 2022. A referida perfuração que vai ocorrer no bloco 6, denominada de “Jaca”, numa parceria entre a petrolífera portuguesa Galp e a anglo-holandesa Shell.

Os parceiros do Bloco 6 da ZEE apresentaram o seu plano de operações para perfuração, hoje, 10 de dezembro ao Presidente da República, Carlos Vila Nova.

“A perfuração vai ser realizada eu diria no fim do primeiro trimestre do próximo ano, em março em princípio”, disse diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Olegário Tiny, tendo acrescentado que “este trabalho estava para ser feito há um ano atrás, nós até já tínhamos divulgado, mas com aparecimento da pandemia [Covid-19], teve que se adiar todos os trabalhos”.

O Consórcio do Bloco 6 é constituído pela Galp que é a operadora e a Shell, ambas com 45% de interesse participativo, e pelo Estado são-tomense representado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) com 10% de interresse participativo no bloco.

Olegário Tiny avançou que nesse primeiro furo não existe nenhum impacto financeiro directo.

“Em termo de impacto, é preciso dizer que no ponto de vista financeiro não há nenhum impacto financeiro directo, no ponto de vista geológico da zona/da área este primeiro furo pode ter uma importância muito grande, cria uma expectativa não só em relação a população e as autoridades, mas também em relação a todos os parceiros que estão na zona”, avançou.

A representante da Galp, Vanessa Gasparinho, explicou que a perfuração deste bloco terá uma duração de 60 a 90 dias e deverá envolver um navio sonda com capacidade para operar em águas ultra profundas, de forma segura, com uma capacidade técnica elevada e tecnologia de última geração.

“Vai ser o primeiro poço a tentar descobrir petróleo na Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe. Isto é o resultado de muitos anos de estudos e muitos trabalhos realizados que concluíram nesta perfuração deste poço”, disse Vanessa Gasparinho.

Situado a cerca de 100 quilómetros da costa, o bloco 6 ocupa uma área de 5. 024 quilómetros quadrados, cinco vezes maior da área das ilhas de São Tomé e Príncipe, em águas territoriais do país, com uma profundidade de 2. 500 metros.

Os consórcios Galp e Shell dizem que em caso desta perfuração não trazer resultados comerciais, não vão desistir, podendo passar para outros blocos onde têm interesse participativo.

“O facto desse objetivo falhar, não significa que não haja outras opções neste bloco ou noutros blocos. Por isso o resultado deste bloco não quer dizer provado o potencial petrolífero do país nem que qualquer empresa faça qualquer tipo de abandono de qualquer bloco. Isto é apenas, mais um passo nessa prospeção, nesta era de exploração de petróleo em São Tomé e Príncipe”, referiu a representante da Galp.

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