Santola Pelo Mundo Edição Nº1 Via-G

São Tomé e Príncipe tem as suas raízes espalhadas um pouco por todo o mundo. Um exemplo desta disseminação é Vladimir Sousa dos Santos Guadalupe, jovem estudante e músico, residente na cidade portuguesa do Porto. Veio para Portugal, para procurar a mãe, que o havia deixado quando ainda era muito pequeno, e, assim, revê-la e poder recuperar o tempo perdido. Para Vladimir, eram apenas umas pequenas férias junto da mãe, contudo, o desejo de continuar os estudos e aumentar os seus conhecimentos pesaram na decisão de ficar em Portugal.

Quando questionado sobre a possibilidade de regressar ao seu país de origem, Vladimir responde: “Pretendo voltar para S. Tomé, em breve. Gostaria de poder ver de perto a situação do país e desta forma poder ajudar, com o meu contributo, para a evolução de uma terra, que na minha opinião, é de todos os santomenses, residentes ou não no país.” São Tomé e Principe é detentor das mais belas praias, um clima tropical incomparável, um ambiente cultural e social maravilhoso e é lá que temos também amigos e familiares. As saudades são combatidas, através da comunicação social, que faz chegar bem longe o dia-a-dia da “Terra Sagrada”. Por outro lado, as redes sociais vão ajudando na aproximação e no contacto com aqueles que tanto queremos, de quem sentimos falta e lá vivem.

Quando me mudei para Portugal, numa fase inicial, as dificuldades que encontrei foram muitas, sobretudo a falta de condições financeiras e de estabilidade. Em S. Tomé ainda vivia com o meu pai, que fazia tudo por mim, mas em Portugal tive que aprender a viver sozinho, a conseguir superar as dificuldades com muita persistência, crescendo e adquirindo sabedoria que não possuía. A verdade é que, para nós, uma das maiores dificuldades de integração, numa nova sociedade, ainda é a saudade que sentimos dos amigos e familiares tão queridos, que deixamos na nossa maravilhosa ilha.

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